terça-feira, 30 de junho de 2009

Toda manhã só é bem vinda
Por ser vista como espera.
(Nunca) é tarde para se arrumar,
Seguir o eco,pois há todo
Um tempo
Aberto,bem perto,
Entre o elo e o fogo.
Bem quisto tudo que acaba.É em
Tal recepção,entre burburinhos,
Que foram vistas histórias
Catadas e contadas;contadas
E cotadas.
Coladas imagens que
Se soltam.
Batizo-as,intimamente e
Vorazmente de vontades,
Necessidades de percorrer
Ambientes com o auxilio
De alguma identidade.
Ah!Manhãs que chegam
Ah!Noites...
Até quando?Ate quando?!
Sentado o homem se cria e
Persegue corridas e saltos.
Tem sede em se tornar...

Até onde dura o nome (?)
Espadas juradas em terras,
Movimentos que se realizam
Para outros escudos.
Ulos,choques,lutos e
Tréguas.Todos os
Trapos são acordos.
Acordo entre conversas de reis.
Recordo riscos e prosas.
Toda gana pisa em
Lama.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O Herdeiro e sua Parte/Sendo o Todo

Eis a água do Espaço
Eis a água no tempo
Caçando os
Dragões da (in)Finidade
Enquanto Sisífo resiste,
Saturno toma Café & um
Centauro,com máscara egípcia,restaura suas idílicas
Quimeras...[Vitral por Vitral]...
Enquanto Shiva dança nelas.
São apenas estilhaçados guizos nas patas do
Elefante-Sítar.
Einstein não se importa com a(s) chance(s).
Estamos dentro do Templo
Na fome e na guerra.
A Serpente está no Altar,nos
Alicerces,
Toda enrolada
E ao olhar para dentro da Boca D'ela
Notam-se Dentes...
Cada um tem O Nome.
Alguns rimam,outros...
Ressoam.
Mas,cada um é uma Lâmina/Engrenagem,em espirais,para
Dentro do Sol.
O Sol...A Serpente,...A água...Fluindo...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O gosto do gesto no cheiro do tempo, se faz
Na outra boca que chega e
Desvenda o que ouvidos próximos,
Ponteiro a ponteiro, desenham.
Silêncio não nega, somente esconde
Por decreto, o que os olhos
Chamam.
Perguntas, vontades, sorrisos e cores...
Melhor os frutos na árvore
Ou gastos pelos dentes?
A garganta se ergue
E segue
O eco do sopro,
Orientando a língua
E o sangue
Até onde a jornada
Se deflagre no dedilhar do
Violão.
Nenhuma verdade é (o)culta.
Somente o desejo a oscula assim,
Por ter, como vaidade, o não
Se encurtar.
Cria tanto, crendo ser cura,
Mistérios e respostas,
Organizadas em grutas, para se alargar,
Que, súbito, esquece de continuar com
Os preparativos, tão depressa quanto
Quando, outrora, invocava presas
Para que provassem o
Lauto banquete.
Logra,roga preparar outros,...Outros...Outros...
A começar pela construção de novos
Fornos.
Desenhos....Um dia,em uma pequena casa,repleta de rabiscos,o telhado se mostrou molhado para o menino,que seco,via o mundo...
‘’Onde estão as gotas?’’ – Perguntou o pequeno observador.
E o telhado se abriu...- ‘’Estão onde os olhos chegam’’.
A criança então ergueu o olhar ào ceu cinza,se mexendo...Ja ia longggggge...Então, apontando,os dedos,a mão,o braço e tudo o mais que ele era...Se apresentou do mesmo jeito...
Olhou!Olhou!Olhou!Então pediu para o teto se fechar...-"Do que serve gotas no céu e fora se não posso ir la?"
Ele se levantou,pegou o lápis,foi ate a parede...E lançou traços,nela,mais uma vez..-‘’Das nuvens...Dos olhos...Gota a gota...Seja frente,ou verso...O tempo é do sol!E vou morar aqui dentro dele,por ser onde me noto [lavo] melhor.’’
Da culpa e da virtude - Só se conhece pelos modos como o espelho aponta.
Existem embarcações a queimar no litoral.
Das vigas e das folhas - Só (ou sobrevivem,ou se maculam) pela direção do vento que estão nas roupas.
A voz que conduz escondida no muro
Prepara o arcaico arco, quente, sedento para o ritual.
A matilha se levanta por instinto
Começa a disputa, a caça, a guerra.
Empalham-se os gestos
Do primeiro fogo que se alcança.
Sem demora,mais se chocam,se perdem
Não há tanta agulha.
Das cinzas que chegam,irrigam outros continentes.
Passos e janelas já são vistos.
Acendem as primeiras velas...
E no meio da rua a voz agora canta,
Bramindo,enquanto as flechas,ainda,caem.
Das maneiras que chegam
E se deitam entre chances
E medos, existe uma que
Acorda e escolhe um tempo,
Para se acolher em poros
Que se despem
Do ócio;
Que brinda verdades suicidas
Que dançam
No não, ou não;
Que recolhe o passado, pesados
Pássaros, e os lançam em vôos;
Do futuro, não separa (não espera)
As cores das poeiras
E alimenta
Fogueiras, possessos
Presentes,
Com mãos cheias
De semente...
Óleos
Que são gerados
Para se saciarem,sem vacilar.